Arquivo de abril, 2012

(Ver)me


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

O silêncio consciente é perturbador por vezes. Desmembra-se em concurso de reminiscências e invasões de pensamentos indesejados. No sacudir dos lençóis, sobre os quais repousam os conflitos, levantam-se as incertezas em poeira que cega os olhos para o exposto material efêmero. Resta, em última instância, sufocá-los com travesseiros de penas. Penar em pensar como fazê-lo. […]

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Apuã


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

  Apuã servia-se das árvores e a elas servia. Isso para ele era tão natural quanto beber a água, tomar banho nos rios e ver todos os dias a mesma água: límpida e insípida; receptiva e grandiosa em extensão, força e imponência. Apuã era ágil em suas caçadas amadoras, peripécias e traquinagens. Mas o menino-índio […]

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Apascento (entre aspas e acentos)


Em 19 de abril de 2012 | por linhaseversos

Falo pouco Escrevo menos ainda. Entre bandeiras E escolhas, O tempo de agora. É uma lacuna Em dias púrpuros. Não há espaço Para melancolia Nem resignação. O futuro ruge Enquanto escorrem Pela garganta Gotas de limão. O silêncio Amargo Azedo Reserva O doce laranja lima. A voz se interrompe: Pausa… Prazo.

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Em (vão)


Em 19 de abril de 2012 | por linhaseversos

Meus homônimos perfeitos e minha imperfeição. Lá se vão devaneios Sonhos ilusão Cólera em vão. E a cada tempo Refazem-se mais Em clarões celestiais. No vão das coisas Que se vão De um tempo são. (Juliana Izabeli Bulhões – Rio de Janeiro, 13 de abril de 2012)

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Antiquário inconsumível


Em 19 de abril de 2012 | por linhaseversos

Casas viram fósseis Desbotadas repousam inexpressivas Faces de ceras Esquecidas Inertes Apenas paredes e chão Vértices incomunicáveis Não há janelas nem portas Só passagem para luzes e sombras Cada casca uma deslembrança Um casco um desenho um risco Um mapa do passado Telhados não vigiam Não abrigam São relapsos Sob o céu repousam Jazem sem […]

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