A árvore


Em 28 de janeiro de 2015 por linhaseversos

árvore

Estranhamente caída,
Após curvar ferros
Tão resistentes,
Curvou-se.
Uma queda ocasional.

 

Lá está ela, cadáver,
(Ou parte dele)
Com seus galhos ressequidos.
E folhas desprendidas,
Já secas,
Forram o cimento poroso
Ora frio ora quente,
Impotente, mas obsequioso,
Sobre o qual ela jaz.
 

A 60 graus,
Uma inclinação que parece
Desenhar o inacabado,
Aguardando solução
(Ou absolvição).
 

E eu, perplexa à indiferença humana,
Penso, escrevo, sofro.
E, ela, resignada com a ignorância humana:
“Desculpe-me pelo estorvo”.
 

(Juliana Izabeli Bulhões – Rio de Janeiro, 28 de maio de 2014)

 

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