(A)cena


Em 21 de julho de 2013 por linhaseversos

A cena descongela, pois.
Minhas pupilas abnegam,
E lançam, exatas,
Um contorno.papoulas
Fecham com vértices,
Em vertigens,
Na moldura lapidada a tela viva.

Exatidão
Luz
Lentes
Lâmina
Lâmpada
Filamento
Firmamento

Eis o instante sem ruídos,
Sem in(ter)venção:
Uma in(ver)são.
In(ser)ção(?)
O particular fin(do),
Lugar velado,
Acolhe(dor).

Em ventre de memórias.
Vêm, então, os pólens em apontamentos.
Mergulho-os em conchas sinestésicas.
O passado espectro.
Espirais dos tempos.
Um nó que acorda e adormece:
Opreciso nó.

É preciso concha.
(Ex)piração dos minutos mortos(!)
Vida que sela,
E a poeira dispersa,
E o quadro se reveza.
Reminiscências dóceis,
fósseis dos minutos arredios.

Rodamoinhos
Ventos urgentes
lançam- se à frente,
Não retrocedem.
E a varredura…
Papoulas frágeis:
Cálices de vida.

Depois
De pé
Pois

Lápide
a cena
(a)cena.

(Juliana Izabeli Bulhões – Rio, 21 de julho de 2013)

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