Antiquário inconsumível


Em 19 de abril de 2012 por linhaseversos

Casas RuínasCasas viram fósseis
Desbotadas repousam inexpressivas
Faces de ceras
Esquecidas
Inertes
Apenas paredes e chão
Vértices incomunicáveis
Não há janelas nem portas
Só passagem para luzes e sombras
Cada casca uma deslembrança
Um casco um desenho um risco
Um mapa do passado
Telhados não vigiam
Não abrigam
São relapsos
Sob o céu repousam
Jazem sem flor nem lápide
Desculpam-se pelo pó

(Juliana Izabeli Bulhões – Rio, 12 de março de 2010)

Comentários (3) | |

3 comentários to “Antiquário inconsumível”

  1. rafaela Disse:

    poemas assim merecem [devem] ser lidos depois de se chegar, no maior cansaço, ao lar:
    têm um quê de vida, justo porque o tom é lindamente mórbido.

    *adorei a referência a cascos.

  2. rafaela Disse:

    [acho q não tá aceitando comentários 🙁 ]

  3. Jorge Marques Disse:

    Rafa, os comentários são moderados a fim de evitar bagunça e depreciação. já aprovei o anterior.

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