Carn(aval) em Paraty


Em 18 de fevereiro de 2010 por linhaseversos

“Viva o Zé Pereira, viva o Zé Pereira
Que a mim nem à ninguém faz mal
Viva a brincadeira no dia de Carnaval”

Na contramão dos carnavais de grande parte do Brasil – que tem privilegiado o “funk” e a música baiana -, Paraty ainda se destaca por valorizar as antigas marchinhas, proporcionando aos foliões um cenário cultural estimulante. Além de contar com o tradicional “Bloco da Lama”, o “Paraty da Amanhã” e o desfile dos bonecos de papel machê (“Assombrosos do morro”), o centro histórico desmembra-se em atrações diversas, iniciadas com a entrega da chave ao Rei Momo.

Rei Momo de Paraty, recebendo as chaves da cidade.

Assombrosos do morro, bonecos de papel machê.

Equilibrando-se no calçamento pé-de-moleque, os turistas podem apreciar o trabalho dos artistas de rua, consumir artesanato indígena, degustar as famosas cachaças paritienses e ainda saborear a gastronomia, que não se limita a iguarias com frutos do mar, mas atende a uma perspectiva globalizada, com restaurantes especializados em culinárias importadas ou adaptadas ao paladar “ verde-amarelo”.

O Chapeleiro Maluco curtindo um carnaval em Paraty

Cachaça coqueiro, fabricação artesanal.


É no mínimo instigante tal dicotomia em diálogo com o estilo barroco-rococó, mas Paraty investe primorosamente na festa profana, mesmo sendo eternizada em cartões-postais através da igreja Matriz. Em cores, tons e letras que remetem a um “antigamente”, a cidade histórica esbanja alegria e frescor, harmonizando-se na linha do tempo.

Sentir pulsar o coração da costa-verde significa sobretudo respirar cultura.

Costa verde nas águas e nas matas.

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