Arquivo da Categoria ‘Diversos’

Ve(e)mente


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

O homem que Não é parte De uma realidade Não deve Exatamente Discuti-la Ou julgá-la Por fatos fotos Relatos. É preciso Vivenciá-la Apurá-la Humana E cientificamente. Senti-la Percorrê-la É preciso. Quiçá ser Por ela parido. Texto é um dizer A respeito do admirado Segundo uma percepção. Não a realidade Absorvida, sentida, doída. Não há impessoalidade […]

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Semana


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

  Grajaú é domingo de segunda a segunda Jacarepaguá é segunda de segunda a segunda (“Já fomos um bairro bucólico”) Zona Sul é sexta de segunda a segunda E eu sou a semana inteira Em percursos Sou obreira Óbolo Out put.   (Juliana Izabeli Bulhões – Rio de Janeiro, 30 de junho de 2014)

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Inter(fácio)


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

Ei-la Normal Inócua Ou taciturna. (Quem sabe?) Percorre Ângulos Vértices Observa Títulos. Não há finitude Nas palavras Nos textos. Folhear é Permitir O flerte Com a obra. É convidá-la Para uma prosa.

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(A)cena


Em 21 de julho de 2013 | por linhaseversos

A cena descongela, pois. Minhas pupilas abnegam, E lançam, exatas, Um contorno. Fecham com vértices, Em vertigens, Na moldura lapidada a tela viva. Exatidão Luz Lentes Lâmina Lâmpada Filamento Firmamento Eis o instante sem ruídos, Sem in(ter)venção: Uma in(ver)são. In(ser)ção(?) O particular fin(do), Lugar velado, Acolhe(dor). Em ventre de memórias. Vêm, então, os pólens em […]

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Memórias de um apaga(dor) – Poesia


Em 16 de abril de 2013 | por linhaseversos

Tudo vale a pena Se a alma não empena. Meu trabalho, senhores, Não fede nem cheira. Resisto. Recito. Insisto. Incito. Suplico. Simplifico. Fico. Meu combustível É etanol, Não do milho, Mas da cana: Sustentável, Não poluente. Contudo, Minhas usinas Fecham: Não há vagas.

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P(acto)


Em 16 de abril de 2013 | por linhaseversos

Tempos sem Tempos não Uma alma de sal Em pele de charque. Cactos no meu deserto Improdução Cacos transparentes Resignação. Reflexos Lâminas Escamas. Desidratada A folha roga o pranto Curso da matéria Papel em branco Sem rugas borrões À espera Repousa absorta Livre e vulnerável. Mas existe a hora Deságua Nasce o verso Em prece […]

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No balanço de “Avenida Brasil”


Em 20 de outubro de 2012 | por linhaseversos

O “balanço” da trama de João Emanuel Carneiro segue aqui com a força da polissemia da palavra: balanço da música de abertura, que – vazia de conteúdo, mas em ritmo “irresistivelmente latino-africano” – embalou, agitou, sacudiu os lares e bares brasileiros em horário nobre; balanço de movimento oscilatório, diante das reviravoltas e de cada capítulo […]

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Jujubas, delicados, suspiros coloridos, etc.


Em 13 de outubro de 2012 | por linhaseversos

Sábado pós dia das crianças. Como de praxe, acordo por volta das nove horas, saboreio meu café sem grandes variações – suco de laranja, mamão, pão na chapa – e, finalmente, dedico cerca de meia hora à leitura do jornal. Sou, então, surpreendida por um texto de Daniel Azulay: artista plástico que comandou, nos idos […]

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(Ver)me


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

O silêncio consciente é perturbador por vezes. Desmembra-se em concurso de reminiscências e invasões de pensamentos indesejados. No sacudir dos lençóis, sobre os quais repousam os conflitos, levantam-se as incertezas em poeira que cega os olhos para o exposto material efêmero. Resta, em última instância, sufocá-los com travesseiros de penas. Penar em pensar como fazê-lo. […]

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Apuã


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

  Apuã servia-se das árvores e a elas servia. Isso para ele era tão natural quanto beber a água, tomar banho nos rios e ver todos os dias a mesma água: límpida e insípida; receptiva e grandiosa em extensão, força e imponência. Apuã era ágil em suas caçadas amadoras, peripécias e traquinagens. Mas o menino-índio […]

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