Arquivo da Categoria ‘Linhas e Versos’

Ve(e)mente


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

O homem que Não é parte De uma realidade Não deve Exatamente Discuti-la Ou julgá-la Por fatos fotos Relatos. É preciso Vivenciá-la Apurá-la Humana E cientificamente. Senti-la Percorrê-la É preciso. Quiçá ser Por ela parido. Texto é um dizer A respeito do admirado Segundo uma percepção. Não a realidade Absorvida, sentida, doída. Não há impessoalidade […]

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Semana


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

  Grajaú é domingo de segunda a segunda Jacarepaguá é segunda de segunda a segunda (“Já fomos um bairro bucólico”) Zona Sul é sexta de segunda a segunda E eu sou a semana inteira Em percursos Sou obreira Óbolo Out put.   (Juliana Izabeli Bulhões – Rio de Janeiro, 30 de junho de 2014)

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Falácia


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

  Para tantos Por tantos Uma conclusão Que não diz (nem faz) Efeito. É disfarce Deliberada enganação Falácia Discurso (promíscuo) De ocasião.   (Juliana Izabeli Bulhões – Rio de Janeiro, 28 de maio de 2014)

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Filha do mar


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

  Vou me banhar Sou filha do mar As águas vêm e vão Em ritmo e rito A me batizar. Vou me banhar Sou filha do mar As águas vêm e vão Na dança en(canto) A me salvar. Vou me banhar Sou filha do mar As águas vêm e vão Espumantes A me libertar. Vou […]

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O menino do Vento


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

Alguns dizem que sou Louca. Outros dizem que… (Sei lá!) Depende. Sou vinho Sou terra Sou ninho. Com vinho Sou ar Vento Furacão No meu canto Meu córrego De in(cursões). Sou o menino Do vento (Do Pouso Triste), Da felicidade De encontrar em Mim a mesma Do espelho de gota De décadas atrás.

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A árvore


Em 28 de janeiro de 2015 | por linhaseversos

Estranhamente caída, Após curvar ferros Tão resistentes, Curvou-se. Uma queda ocasional.   Lá está ela, cadáver, (Ou parte dele) Com seus galhos ressequidos. E folhas desprendidas, Já secas, Forram o cimento poroso Ora frio ora quente, Impotente, mas obsequioso, Sobre o qual ela jaz.

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Uísque versus vinho


Em 27 de novembro de 2013 | por linhaseversos

Uísque é bem diferente de vinho. O primeiro é casual, não raro se resume em ato solitário e obedece a um rito prosaico, sem firulas ou bossas. Diria até vulgar no afrouxar de gravatas. O segundo não. Tem uma identidade que o reafirma em posto de divindade das bebidas. O vinho é senhor absoluto de […]

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Genti(ll)


Em 23 de outubro de 2013 | por linhaseversos

“Meu peito é uma porta que ninguém vai atender” Tambor… Mais amor, menos andor O bumbo e o carnaval Meu aval para a carne O carma e a marca Que arde. Arre! O marco na alma A multiplicidade de apelos Não há ninguém a sentir. Esmo pagamento em máculas Esmagamento Os dardos e um órgão […]

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Memórias de um apaga(dor) – poesia II


Em 23 de outubro de 2013 | por linhaseversos

Era eu? Eras tu? Éramos nós. Ou era ninguém. Em terceira pessoa Intuitivamente impessoal. Éramos pois a ausência da pessoalidade uma elipse de almas zeugma da matéria polissíndeto em uniformes anáforas enfileiradas assíndetos em inércias ou ações psicológicas sínqueses cognitivas apóstrofes sem vocativo o paradoxo do querer (saber) a redundância pragmática a luz e a […]

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A(trevo)-me


Em 23 de outubro de 2013 | por linhaseversos

Outorgante Feliz é quem zela pela ignorância na esperança que ilude a alma errante e expurga a voz delirante. Luz sem t(régua). Não há em exato medidas Mas números sugestionados Réplicas fluorescentes Vaga-lumes de ideias Água viva e pensamentos Que queimam a alma Um chafariz de abstrações (até louváveis, direis) Abnegação Intolerância um revolto descontrole. […]

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