Arquivo da Categoria ‘Linhas e Versos’

(A)cena


Em 21 de julho de 2013 | por linhaseversos

A cena descongela, pois. Minhas pupilas abnegam, E lançam, exatas, Um contorno. Fecham com vértices, Em vertigens, Na moldura lapidada a tela viva. Exatidão Luz Lentes Lâmina Lâmpada Filamento Firmamento Eis o instante sem ruídos, Sem in(ter)venção: Uma in(ver)são. In(ser)ção(?) O particular fin(do), Lugar velado, Acolhe(dor). Em ventre de memórias. Vêm, então, os pólens em […]

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Memórias de um apaga(dor) – Poesia


Em 16 de abril de 2013 | por linhaseversos

Tudo vale a pena Se a alma não empena. Meu trabalho, senhores, Não fede nem cheira. Resisto. Recito. Insisto. Incito. Suplico. Simplifico. Fico. Meu combustível É etanol, Não do milho, Mas da cana: Sustentável, Não poluente. Contudo, Minhas usinas Fecham: Não há vagas.

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P(acto)


Em 16 de abril de 2013 | por linhaseversos

Tempos sem Tempos não Uma alma de sal Em pele de charque. Cactos no meu deserto Improdução Cacos transparentes Resignação. Reflexos Lâminas Escamas. Desidratada A folha roga o pranto Curso da matéria Papel em branco Sem rugas borrões À espera Repousa absorta Livre e vulnerável. Mas existe a hora Deságua Nasce o verso Em prece […]

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Menino Jesus


Em 24 de dezembro de 2012 | por linhaseversos

É tempo de colocar-te no colo, Sentir tua alma cândida, Acalantar-te sob olhos e estrelas, Ouvir o sino de Jerusalém. Não é tempo de pedir a ti; Teu corpo miúdo requer zelo. Podes ficar em minha casa, Sob minha guarda. Minha casa é tua, Teu templo é meu. Sou parte do teu rebanho Quero vigiar […]

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No balanço de “Avenida Brasil”


Em 20 de outubro de 2012 | por linhaseversos

O “balanço” da trama de João Emanuel Carneiro segue aqui com a força da polissemia da palavra: balanço da música de abertura, que – vazia de conteúdo, mas em ritmo “irresistivelmente latino-africano” – embalou, agitou, sacudiu os lares e bares brasileiros em horário nobre; balanço de movimento oscilatório, diante das reviravoltas e de cada capítulo […]

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Jujubas, delicados, suspiros coloridos, etc.


Em 13 de outubro de 2012 | por linhaseversos

Sábado pós dia das crianças. Como de praxe, acordo por volta das nove horas, saboreio meu café sem grandes variações – suco de laranja, mamão, pão na chapa – e, finalmente, dedico cerca de meia hora à leitura do jornal. Sou, então, surpreendida por um texto de Daniel Azulay: artista plástico que comandou, nos idos […]

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Entre amigos


Em 20 de julho de 2012 | por linhaseversos

Uma interseção de almas Na tangência das palmas Ao peito afoga afaga O sopro à dor apaga Mistura paladares em lamas Caldo de cana fiapos de manga Ganha outros sabores Em momentos redentores Jabuticaba amora tamarindo Ao correr (ou arrastar) dos anos resistindo. Transborda no tempo da desobediência Equilibra-se na linha da incoerência Lambuza-se com […]

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Beijo


Em 18 de julho de 2012 | por linhaseversos

Vem nesse beijo Sentir o etéreo De luz De nuvens De imensidão. Vem nesse beijo Buscar o néctar Do pecado No céu da boca Da devassidão. Vem nesse beijo Inferir o apelo Da mudez Na pele cálida De abnegação.

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(Ver)me


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

O silêncio consciente é perturbador por vezes. Desmembra-se em concurso de reminiscências e invasões de pensamentos indesejados. No sacudir dos lençóis, sobre os quais repousam os conflitos, levantam-se as incertezas em poeira que cega os olhos para o exposto material efêmero. Resta, em última instância, sufocá-los com travesseiros de penas. Penar em pensar como fazê-lo. […]

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Apuã


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

  Apuã servia-se das árvores e a elas servia. Isso para ele era tão natural quanto beber a água, tomar banho nos rios e ver todos os dias a mesma água: límpida e insípida; receptiva e grandiosa em extensão, força e imponência. Apuã era ágil em suas caçadas amadoras, peripécias e traquinagens. Mas o menino-índio […]

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