Drummond


Em 10 de abril de 2010 por linhaseversos

Um poeta itabirano descansa em bronze
Com suas retinas fatigadas
Após rosas romperem o asfalto
Após pedras no caminho.

Amor cachorro bandido trem
Ele espia os homens
Pra que tanta perna, meu Deus?

Não é só estátua pichada
Não só hastes quebradas
É monumento no banco
E como dói.

(Juliana Izabeli Bulhões – Rio, 10 de abril de 2010)

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