Memórias de um apaga(dor) – poesia II


Em 23 de outubro de 2013 por linhaseversos

Era eu?images
Eras tu?
Éramos nós.
Ou era ninguém.
Em terceira pessoa
Intuitivamente impessoal.

Éramos
pois
a ausência da pessoalidade
uma elipse de almas
zeugma da matéria
polissíndeto em uniformes
anáforas enfileiradas
assíndetos em inércias
ou ações psicológicas
sínqueses cognitivas
apóstrofes sem vocativo
o paradoxo do querer (saber)
a redundância pragmática
a luz e a treva
o convívio
o lado a lado
o lado e o dado
a sorte ou o revés
o tabuleiro
o castelo de cartas marcadas.

Era eu
i(lustre)
mer(d)a.
Tu tens fome.
Eu, ideais.

(Juliana Izabeli Bulhões – Rio, 08 de agosto de 2013)

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