(Par)tido


Em 16 de novembro de 2011 por linhaseversos

A parte que ama
Caminha sobre
Os cacos do instante
Partido
Tido como parte
Do infinito perdido
Em dor parido.

A parte que ama
Toca o (par)tido
Com os dedos doloridos
Escreve no lápis
Com lápis coloridos
O lapso cometido
Sem passos comedidos.

A parte que ama
Caminha com os pés
Em brasa
Na casa dos casos
Enquanto o acaso
Sobrevoa os cascos
Com asas de azar

Sem poder aterrissar.

(Juliana Izabeli Bulhões – Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2011)

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