Artigos marcados com a Tag ‘cultura’

Sombras e sangue: Gr(!)tos de horror


Em 10 de abril de 2011 | por linhaseversos

Manchetes sensacionalistas, listas nominais de vítimas fatais, fotos poéticas que agregam sentimentos paradoxais – a dor da perda e a sensação de que a vida continua na rosa de beleza efêmera lançada sobre o túmulo. O episódio trágico manchou a Escola Tasso da Silveira com sangue e sombras; manchou a história daquelas pessoas, personagens de […]

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Palavraseando


Em 10 de abril de 2011 | por linhaseversos

Vista-me de palavras Dispa-me através delas Dê-me palavras doces No café da manhã Descanse-as em mim Após a jantar Não me deixe cear Em silêncio Molhe palavras Em minha saliva Banhe-me Acarinhe-me Não cuspa palavras Profetize-as em rito Profira-as sem grito Faça(mos) delas Nossa celebração Não amargue Não salgue Salve! (Juliana Izabeli Bulhões – Rio […]

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Solilóquio de (dez)embro


Em 28 de dezembro de 2010 | por linhaseversos

Mais um ano (ou menos). Contagem regressiva. Não posso esquecer a lentilha, a romã, as sete ondas e o prosecco. O problema é que eu tenho um caso, uma relação bandida com o Brut: degusto, bebo, exagero, depois não o quero por perto. Não posso esquecer: devo dar alguns telefonemas para parentes e amigos mais […]

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V(OZ)


Em 6 de novembro de 2010 | por linhaseversos

Sonhava calçar os sapatos vermelhos Bater os calcanhares Voar com a casa Experimentar aquela atmosfera. Temer a desbraveza do leão Vibrar com a espantosa inteligência de palha Ouvir o coração de corda no corpo de lata (os metais do sangue corrompendo o petróleo). Visitar o mágico Deitá-lo em seu colo Contar-lhe histórias de ficção Oferecer-lhe […]

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F(lux)o


Em 4 de outubro de 2010 | por linhaseversos

“Ser essência muito mais A porta aberta o porto a casa o caos e o cais” (Fernando Anitelli) Meus ares meus mares meus solos Meus ciclones minhas ressacas Meus terremotos minhas erupções Meus vulcões de ferventes emoções Meus deslizamentos de entusiasmos resfriados Minhas rochas minhas pedras preciosas e brutas Minhas cavernas minhas grutas Minhas arquibancadas […]

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Lua(!!)na


Em 24 de setembro de 2010 | por linhaseversos

Era uma vez uma linda bailarina Parecia querer esconder o sorriso Não adiantava!! Ele vinha como luz E um arco de alegria desenhava. Com os delicados pés pequenos Traçava e trançava caminhos Deslizava nos sonhos ingênuos Ousava voos e voltava pro ninho. Suas sapatilhas eram como remos Seu coração era como bússola Não importava o […]

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Estar(-se)


Em 15 de setembro de 2010 | por linhaseversos

Mais parecemos líquidos do que sólidos Escorregamos de nós mesmos Na busca de uma trajetória fixa Fixar-se é luta insana A estabilidade é invenção Meio de controlar o homem E organizar a sociedade O cais é interior E depende de um tempo psicológico O ser é em verdade um estar Indefinido em essência É construção […]

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Sol(ares)


Em 12 de julho de 2010 | por linhaseversos

O frescor da manhã É inspirador. Não impõe sonolência, Apenas um ímpeto De apreciação. Desço a ladeira Embalada pela gravidade E pela brisa, Que me é afável até. Meu olhar está preso Ao declive. Os passos são vagarosos E ao mesmo tempo firmes, Livres, desimpedidos. Os automóveis seguem O curso diário. E eu, meu (in)curso, […]

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Em tempo(s) de São João.


Em 21 de junho de 2010 | por linhaseversos

Em tempos de São João, meus sentidos revelam-se curiosamente aguçados. Existe um movimento colorido, disparado a vencer os tons sóbrios que dominam vestuários e semblantes. Sinto um frio gostoso de sentir. Um frio ora disfarçado, do tipo elegante, que torna meus passos mais firmes e imponentes, sustentando a face desbotada e o corpo desde sempre […]

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A(gua)cento


Em 6 de junho de 2010 | por linhaseversos

A água é o que me traduz nas emoções mais intensas e extremas, por vezes. De maneira que me encharca fazendo dos meus poros poças espelhadas. Sou capaz de mergulhar em mim através deles. De me ver sinuosa, adaptável ou resistente. Chovo com facilidade, e não há prognóstico para isso. Fertilizo minhas dores abrindo semeaduras. […]

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