Artigos marcados com a Tag ‘literatura’

Menino Jesus


Em 24 de dezembro de 2012 | por linhaseversos

É tempo de colocar-te no colo, Sentir tua alma cândida, Acalantar-te sob olhos e estrelas, Ouvir o sino de Jerusalém. Não é tempo de pedir a ti; Teu corpo miúdo requer zelo. Podes ficar em minha casa, Sob minha guarda. Minha casa é tua, Teu templo é meu. Sou parte do teu rebanho Quero vigiar […]

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Jujubas, delicados, suspiros coloridos, etc.


Em 13 de outubro de 2012 | por linhaseversos

Sábado pós dia das crianças. Como de praxe, acordo por volta das nove horas, saboreio meu café sem grandes variações – suco de laranja, mamão, pão na chapa – e, finalmente, dedico cerca de meia hora à leitura do jornal. Sou, então, surpreendida por um texto de Daniel Azulay: artista plástico que comandou, nos idos […]

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Entre amigos


Em 20 de julho de 2012 | por linhaseversos

Uma interseção de almas Na tangência das palmas Ao peito afoga afaga O sopro à dor apaga Mistura paladares em lamas Caldo de cana fiapos de manga Ganha outros sabores Em momentos redentores Jabuticaba amora tamarindo Ao correr (ou arrastar) dos anos resistindo. Transborda no tempo da desobediência Equilibra-se na linha da incoerência Lambuza-se com […]

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Beijo


Em 18 de julho de 2012 | por linhaseversos

Vem nesse beijo Sentir o etéreo De luz De nuvens De imensidão. Vem nesse beijo Buscar o néctar Do pecado No céu da boca Da devassidão. Vem nesse beijo Inferir o apelo Da mudez Na pele cálida De abnegação.

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(Ver)me


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

O silêncio consciente é perturbador por vezes. Desmembra-se em concurso de reminiscências e invasões de pensamentos indesejados. No sacudir dos lençóis, sobre os quais repousam os conflitos, levantam-se as incertezas em poeira que cega os olhos para o exposto material efêmero. Resta, em última instância, sufocá-los com travesseiros de penas. Penar em pensar como fazê-lo. […]

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Apuã


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

  Apuã servia-se das árvores e a elas servia. Isso para ele era tão natural quanto beber a água, tomar banho nos rios e ver todos os dias a mesma água: límpida e insípida; receptiva e grandiosa em extensão, força e imponência. Apuã era ágil em suas caçadas amadoras, peripécias e traquinagens. Mas o menino-índio […]

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Apascento (entre aspas e acentos)


Em 19 de abril de 2012 | por linhaseversos

Falo pouco Escrevo menos ainda. Entre bandeiras E escolhas, O tempo de agora. É uma lacuna Em dias púrpuros. Não há espaço Para melancolia Nem resignação. O futuro ruge Enquanto escorrem Pela garganta Gotas de limão. O silêncio Amargo Azedo Reserva O doce laranja lima. A voz se interrompe: Pausa… Prazo.

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Antiquário inconsumível


Em 19 de abril de 2012 | por linhaseversos

Casas viram fósseis Desbotadas repousam inexpressivas Faces de ceras Esquecidas Inertes Apenas paredes e chão Vértices incomunicáveis Não há janelas nem portas Só passagem para luzes e sombras Cada casca uma deslembrança Um casco um desenho um risco Um mapa do passado Telhados não vigiam Não abrigam São relapsos Sob o céu repousam Jazem sem […]

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Bordeau(x)


Em 16 de novembro de 2011 | por linhaseversos

Mãos maci(lentas) Na seda pura e preta Um negrume de ideias fartas Na epiderme derrama diluído Um epicentro de emoções lúcidas O esmalte cintila (ainda) O desgaste do Bordeaux Espaços reservados Em tempos escorregadios E o sorriso sustenta Reticências da alma Luz da essência Que não se esgota Que não se resvala Esverdeja-se. (Juliana Izabeli […]

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(Par)tido


Em 16 de novembro de 2011 | por linhaseversos

A parte que ama Caminha sobre Os cacos do instante Partido Tido como parte Do infinito perdido Em dor parido. A parte que ama Toca o (par)tido Com os dedos doloridos Escreve no lápis Com lápis coloridos O lapso cometido Sem passos comedidos. A parte que ama Caminha com os pés Em brasa Na casa […]

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