Artigos marcados com a Tag ‘poema’

Entre amigos


Em 20 de julho de 2012 | por linhaseversos

Uma interseção de almas Na tangência das palmas Ao peito afoga afaga O sopro à dor apaga Mistura paladares em lamas Caldo de cana fiapos de manga Ganha outros sabores Em momentos redentores Jabuticaba amora tamarindo Ao correr (ou arrastar) dos anos resistindo. Transborda no tempo da desobediência Equilibra-se na linha da incoerência Lambuza-se com […]

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Apascento (entre aspas e acentos)


Em 19 de abril de 2012 | por linhaseversos

Falo pouco Escrevo menos ainda. Entre bandeiras E escolhas, O tempo de agora. É uma lacuna Em dias púrpuros. Não há espaço Para melancolia Nem resignação. O futuro ruge Enquanto escorrem Pela garganta Gotas de limão. O silêncio Amargo Azedo Reserva O doce laranja lima. A voz se interrompe: Pausa… Prazo.

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Antiquário inconsumível


Em 19 de abril de 2012 | por linhaseversos

Casas viram fósseis Desbotadas repousam inexpressivas Faces de ceras Esquecidas Inertes Apenas paredes e chão Vértices incomunicáveis Não há janelas nem portas Só passagem para luzes e sombras Cada casca uma deslembrança Um casco um desenho um risco Um mapa do passado Telhados não vigiam Não abrigam São relapsos Sob o céu repousam Jazem sem […]

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Bordeau(x)


Em 16 de novembro de 2011 | por linhaseversos

Mãos maci(lentas) Na seda pura e preta Um negrume de ideias fartas Na epiderme derrama diluído Um epicentro de emoções lúcidas O esmalte cintila (ainda) O desgaste do Bordeaux Espaços reservados Em tempos escorregadios E o sorriso sustenta Reticências da alma Luz da essência Que não se esgota Que não se resvala Esverdeja-se. (Juliana Izabeli […]

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(Des)umanização


Em 16 de novembro de 2011 | por linhaseversos

“É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais do que receber” Vida de gente Vida de gado Vida de cão sem raz(cão).       (Juliana Izabeli Bulhões – Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2011)

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Palavraseando


Em 10 de abril de 2011 | por linhaseversos

Vista-me de palavras Dispa-me através delas Dê-me palavras doces No café da manhã Descanse-as em mim Após a jantar Não me deixe cear Em silêncio Molhe palavras Em minha saliva Banhe-me Acarinhe-me Não cuspa palavras Profetize-as em rito Profira-as sem grito Faça(mos) delas Nossa celebração Não amargue Não salgue Salve! (Juliana Izabeli Bulhões – Rio […]

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V(OZ)


Em 6 de novembro de 2010 | por linhaseversos

Sonhava calçar os sapatos vermelhos Bater os calcanhares Voar com a casa Experimentar aquela atmosfera. Temer a desbraveza do leão Vibrar com a espantosa inteligência de palha Ouvir o coração de corda no corpo de lata (os metais do sangue corrompendo o petróleo). Visitar o mágico Deitá-lo em seu colo Contar-lhe histórias de ficção Oferecer-lhe […]

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E aquela (,) pinta?


Em 25 de outubro de 2010 | por linhaseversos

(A meu filho, Marcelo Junior, e sua pinta.) Olhos Lúcidos e límpidos Que transbordam Esperança verde caramelada (docemente precoce) Desde sempre sua Suave mesmo assim Porque é deselegante A dureza dos anos Da vida. E a pinta? Contrasta com os olhos E com a lucidez! Mas é franca Igualmente franca Madura talvez… Já traz o […]

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F(lux)o


Em 4 de outubro de 2010 | por linhaseversos

“Ser essência muito mais A porta aberta o porto a casa o caos e o cais” (Fernando Anitelli) Meus ares meus mares meus solos Meus ciclones minhas ressacas Meus terremotos minhas erupções Meus vulcões de ferventes emoções Meus deslizamentos de entusiasmos resfriados Minhas rochas minhas pedras preciosas e brutas Minhas cavernas minhas grutas Minhas arquibancadas […]

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Lua(!!)na


Em 24 de setembro de 2010 | por linhaseversos

Era uma vez uma linda bailarina Parecia querer esconder o sorriso Não adiantava!! Ele vinha como luz E um arco de alegria desenhava. Com os delicados pés pequenos Traçava e trançava caminhos Deslizava nos sonhos ingênuos Ousava voos e voltava pro ninho. Suas sapatilhas eram como remos Seu coração era como bússola Não importava o […]

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