Artigos marcados com a Tag ‘poesia’

Apuã


Em 22 de abril de 2012 | por linhaseversos

  Apuã servia-se das árvores e a elas servia. Isso para ele era tão natural quanto beber a água, tomar banho nos rios e ver todos os dias a mesma água: límpida e insípida; receptiva e grandiosa em extensão, força e imponência. Apuã era ágil em suas caçadas amadoras, peripécias e traquinagens. Mas o menino-índio […]

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Apascento (entre aspas e acentos)


Em 19 de abril de 2012 | por linhaseversos

Falo pouco Escrevo menos ainda. Entre bandeiras E escolhas, O tempo de agora. É uma lacuna Em dias púrpuros. Não há espaço Para melancolia Nem resignação. O futuro ruge Enquanto escorrem Pela garganta Gotas de limão. O silêncio Amargo Azedo Reserva O doce laranja lima. A voz se interrompe: Pausa… Prazo.

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Bordeau(x)


Em 16 de novembro de 2011 | por linhaseversos

Mãos maci(lentas) Na seda pura e preta Um negrume de ideias fartas Na epiderme derrama diluído Um epicentro de emoções lúcidas O esmalte cintila (ainda) O desgaste do Bordeaux Espaços reservados Em tempos escorregadios E o sorriso sustenta Reticências da alma Luz da essência Que não se esgota Que não se resvala Esverdeja-se. (Juliana Izabeli […]

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(Des)umanização


Em 16 de novembro de 2011 | por linhaseversos

“É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais do que receber” Vida de gente Vida de gado Vida de cão sem raz(cão).       (Juliana Izabeli Bulhões – Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2011)

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(Par)tido


Em 16 de novembro de 2011 | por linhaseversos

A parte que ama Caminha sobre Os cacos do instante Partido Tido como parte Do infinito perdido Em dor parido. A parte que ama Toca o (par)tido Com os dedos doloridos Escreve no lápis Com lápis coloridos O lapso cometido Sem passos comedidos. A parte que ama Caminha com os pés Em brasa Na casa […]

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Palavraseando


Em 10 de abril de 2011 | por linhaseversos

Vista-me de palavras Dispa-me através delas Dê-me palavras doces No café da manhã Descanse-as em mim Após a jantar Não me deixe cear Em silêncio Molhe palavras Em minha saliva Banhe-me Acarinhe-me Não cuspa palavras Profetize-as em rito Profira-as sem grito Faça(mos) delas Nossa celebração Não amargue Não salgue Salve! (Juliana Izabeli Bulhões – Rio […]

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Solilóquio de (dez)embro


Em 28 de dezembro de 2010 | por linhaseversos

Mais um ano (ou menos). Contagem regressiva. Não posso esquecer a lentilha, a romã, as sete ondas e o prosecco. O problema é que eu tenho um caso, uma relação bandida com o Brut: degusto, bebo, exagero, depois não o quero por perto. Não posso esquecer: devo dar alguns telefonemas para parentes e amigos mais […]

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V(OZ)


Em 6 de novembro de 2010 | por linhaseversos

Sonhava calçar os sapatos vermelhos Bater os calcanhares Voar com a casa Experimentar aquela atmosfera. Temer a desbraveza do leão Vibrar com a espantosa inteligência de palha Ouvir o coração de corda no corpo de lata (os metais do sangue corrompendo o petróleo). Visitar o mágico Deitá-lo em seu colo Contar-lhe histórias de ficção Oferecer-lhe […]

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E aquela (,) pinta?


Em 25 de outubro de 2010 | por linhaseversos

(A meu filho, Marcelo Junior, e sua pinta.) Olhos Lúcidos e límpidos Que transbordam Esperança verde caramelada (docemente precoce) Desde sempre sua Suave mesmo assim Porque é deselegante A dureza dos anos Da vida. E a pinta? Contrasta com os olhos E com a lucidez! Mas é franca Igualmente franca Madura talvez… Já traz o […]

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F(lux)o


Em 4 de outubro de 2010 | por linhaseversos

“Ser essência muito mais A porta aberta o porto a casa o caos e o cais” (Fernando Anitelli) Meus ares meus mares meus solos Meus ciclones minhas ressacas Meus terremotos minhas erupções Meus vulcões de ferventes emoções Meus deslizamentos de entusiasmos resfriados Minhas rochas minhas pedras preciosas e brutas Minhas cavernas minhas grutas Minhas arquibancadas […]

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